No caso de Santa Catarina, o rito foi semelhante ao de Pernambuco. O pedido do governo catarinense chegou ao Senado no dia 8 de outubro. No dia seguinte, foi comunicado sua chegada ao plenário e, em seguida, encaminhado à Comissão de Assuntos Econômicos. Mas o processo não chegou à CAE. No dia 9, os líderes partidários aprovaram um requerimento de urgência para sua votação. O requerimento foi apresentado pelo líder do PMDB, Jáder Barbalho.
No dia 15, o parecer favorável do senador Nabor Júnior (PMDB-AC) ao pleito catarinense foi lido no plenário. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse que o senador Esperidião Amin (PPB-SC), então licenciado, tinha-o alertado para o fato de que Santa Catarina ainda não tinha emitido, até aquela data, nenhum título para pagar precatório. Com a emissão solicitada, Suplicy notou que a dívida mobiliária daquele Estado iria praticamente dobrar. A senadora Sandra Guidi (PPB-SC), suplente de Amin, pediu votação nominal. O projeto foi aprovado por 43 a três.
Ao todo, o pedido de Santa Catarina para a emissão de 552 milhões de Letras Financeiras - cujos recursos arrecadados seriam utilizados para pagar precatórios - demorou oito dias.

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