Para APP-Sindicato, projeto é punitivo e antidemocrático
Curitiba A secretária de finanças da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, disse que a entidade representativa dos professores recebeu a notícia da chegada da mensagem 048/2015 à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná com tristeza. "É um projeto punitivo, que descaracteriza completamente a gestão democrática nas escolas e o processo de eleições, dando todo o poder ao gestor", criticou. Além de "universalizar" o voto para a escolha dos diretores e vice-diretores das 2,1 mil instituições de ensino da rede estadual, o texto estabelece uma série de regras que, caso desrespeitadas, podem culminar com o afastamento temporário ou definitivo dos ocupantes dos cargos.
Na avaliação da entidade, a chamada "intervenção" é uma maneira de o governador Beto Richa (PSDB) prejudicar aqueles que aderiram amplamente às recentes greves dos educadores, em fevereiro e abril. "É pernicioso o grau de punição, com perda de mandato, que o projeto acaba determinando, em uma avaliação claramente subjetiva, que ninguém sabe como se dará." A professora lembrou que a categoria se reunirá em assembleia no próximo sábado, às 8 horas, na Praça Santos Andrade, em Curitiba, e que deve incluir a questão entre os pontos de pauta.
Na mesma data, os servidores públicos farão um ato em alusão aos quatro meses do o massacre do Centro Cívico e aos 27 anos da cavalaria do então governador Alvaro Dias (PSDB), hoje senador. A princípio, não haverá votação de indicativo de greve, mas sim de paralisações pontuais. "Vamos deliberar por um processo intenso de mobilização", contou. A sindicalista afirmou ainda que a APP seguirá "batalhando" na AL para retomar as regras atuais de escolha dos diretores, com mandato de três anos e peso de 33% cada para grupos de pais, estudantes com mais de 16 anos e professores/funcionários. (Mariana Franco Ramos/Reportagem Local)





