Para André Vargas, Alphaville é 'bairro de classe média baixa'
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quinta-feira, 15 de outubro de 2015
Reportagem Local 
Curitiba Para o ex-deputado federal André Vargas (sem partido-PR) que está preso há mais de seis meses dentro da Operação Lava Jato, a Gleba Palhano, onde está localizada a sua residência de aproximadamente 280 metros quadrados, dentro do Condomínio Alphaville Jacarandá, pode ser considerado de "classe média baixa". A declaração foi dada durante seu interrogatório em audiência na Justiça Federal do Paraná, na quarta-feira, no processo em que ele é acusado de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal na aquisição do imóvel, no ano de 2011. Sua mulher, Edilaira Soares Gomes; e seu irmão, Leon, também são réus na mesma ação penal. Para o ex-petista não é um exagero possuir um imóvel no condomínio. "É um bairro bom, mas de classe média baixa", frisou.
"A decisão de comprar este imóvel se deu depois de dois assaltos que a minha mulher sofreu na rua. Então, decidimos mudar para um condomínio. E o condomínio onde moramos, ao contrário do que é anunciado pela imprensa, não é o mesmo Alphaville de São Paulo, e não é nem a mesma valorização dos imóveis", completou Vargas.
Conforme as investigações, a suspeita de lavagem de dinheiro na compra da casa surgiu diante da discrepância de valores declarados por Vargas e pela esposa na aquisição do imóvel. Enquanto o casal declarou ter comprado o imóvel por R$ 500 mil, o vendedor e ex-proprietário, o juiz federal Eduardo Appio, declarou à Receita Federal ter vendido a casa por R$ 980 mil.
O ex-deputado federal confirmou durante o depoimento que declarou à Receita um valor menor do que a quantia efetivamente paga na compra da sua casa. "Declarei que tinha pagado R$ 500 mil porque é o valor que estava na escritura", afirmou Vargas.
Segundo uma avaliação feita a pedido da Justiça Federal do Paraná ainda no mês de abril, o lote em que a casa foi construída possui 601,20 metros quadrados e foi avaliado em R$ 600 mil. Com a residência de dois pavimentos e outras benfeitorias (piscina, por exemplo), a avaliação total chegou aos R$ 2 milhões. A estimativa ainda levou em consideração o mercado imobiliário local.
Com a conclusão dos interrogatórios dos réus no processo que apura a compra de uma residência em Londrina, os advogados de Vargas e Edilaira apresentaram alguns requerimentos complementares. Nas próximas semanas, Moro deve abrir prazo para que a acusação e a defesa protocolem as alegações finais na ação penal antes que a sentença seja proferida.


