Para o advogado do diretório municipal do PT, João dos Santos Gomes Filho, as declarações do delegado regional do Sindicombustíveis, Sérgio Sant'Ana, que aponta que oito estabelecimentos teriam fornecido combustíveis para a campanha de Nedson Micheleti (PT) enquanto apenas um está relacionado na prestação de contas feita à Justiça Eleitoral permite calcular que a denúncia de caixa 2 de R$ 5,3 milhões é infundada.
''Se a acusação é de um desvio de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões, e o que se apurou de combustível foi R$ 50 mil a mais, eu já tenho essa base de cálculo. Em R$ 1,3 milhão declarados, gastei R$ 50 mil e preciso saber quanto gastaram as outras legendas para estabelecer a comparação para saber sob o ponto de vista do que aconteceu, se seria possível R$ 5 milhões a R$ 6 milhões, porque o gasto de combustível é equivalente'', argumentou. ''Isso não é estratégia defensiva, isso não é hipocrisia, é um comparativo estabelecido através de uma notícia'', complementou.
Conforme Gomes Filho, mesmo que se comprovem gastos não declarados, a Justiça Eleitoral permite retificações na prestação de contas até o teto de despesas previsto no registro da candidatura. A coligação de Nedson registrou um teto de R$ 2,5 milhões. ''Até R$ 1,2 milhão, dentro do limite dos R$ 2,5 milhões que o partido poderia gastar e pode tranquilamente complementar a declaração e isso não é caixa 2. Não tem crime, não tem nada. Não estou dizendo que existe R$ 1,2 milhão, não vão encontrar sequer R$ 100 mil'', afirmou.
Questionado se o comparativo com outras campanhas não seria frágil, tendo em vista que cada coligação estabelece suas prioridades, Gomes Filho disse que ''do ponto de vista jurídico essa questão pode até começar frágil, mas do ponto de vista político ela é forte''. (C.O.)

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