Para advogado, acusação é questionável
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segunda-feira, 06 de agosto de 2001
Cristiane Oya<BR>De Londrina 
O advogado do empresário e doleiro londrinense Alberto Youssef, João dos Santos Gomes Filho, afirmou desconhecer o teor da ação do Ministério Público e que irá aguardar a citação do seu cliente.
Na ação, Youssef é acusado de receber cerca de R$ 3,6 milhões, entre 95 e 96, em cheques administrativos nominais da Prefeitura de Maringá, durante a administração de Said Ferreira. A irmã e o cunhado do doleiro, Olga Youssef Soloviov e Eroni Miguel Peres, teriam recebido R$ 600 mil. O sócio de Peres na empresa Proserv Assessoria Empresarial S/C Ltda, Paulo César Stinghen, também teria se beneficiado com R$ 3,5 milhões. O empresário paraguaio Juan Carlos Bobadilla teria recebido R$ 196 mil.
João dos Santos Gomes Filho questionou a acusação sobre o doleiro se basear em recebimento de cheques administrativos. Eu acho estranho a partir do momento que a ação se sustenta em cheques administrativos. No século passado o cheque foi definido como forma de pagamento à vista. É dinheiro. Não tem como o particular saber se existe esquema atrás do cheque, argumentou.
Segundo o advogado, no depoimento prestado ao promotor José Aparecido Cruz enquanto estava preso em Londrina, acusado de participar do esquema do desvio de R$ 120 mil da Prefeitura de Londrina, Youssef admitiu que tinha uma relação comercial com o ex-secretário de Fazenda de Maringá, Luis Antonio Paolicchi.
Em depoimento prestado ao MP em Londrina, Stinguen justificou que os depósitos seriam um contrato assinado em 20 de maio de 1996, entre a Proserv e o empresário paraguaio. Em entrevista à Folha, no início do ano, Bobadilla negou qualquer contrato com a Proserv.
O advogado de Peres e Olga, Antonio Augusto Figueiredo Bastos, não foi localizado pela reportagem. Stinguen não retornou às ligações.


