Curitiba - A inauguração de um ''comitê energético'', formado por funcionários ativos e inativos da Companhia Paranaense de Energia (Copel), para apoiar a candidatura do senador Alvaro Dias (PDT) ao governo causou irritação em partidos. Os adversários de Alvaro aproveitaram o fato do senador ter feito alianças com partidos que defenderam a venda da estatal para tentar desmoralizar a inauguração do comitê.
Para o deputado federal Rubens Bueno, candidato do PPS ao governo, o comitê é ''apenas uma jogada de marketing'' de Alvaro. ''Os verdadeiros defensores da Copel não vão apoiar alguém que faz uma aliança com o Valdir Rossoni (PTB), um dos deputados que mais lutou pela venda da estatal. Nem um candidato que mais uma vez faz um acordo branco com o governo para tentar se eleger'', atacou Rubens Bueno.
O deputado aproveitou para criticar a política de alianças de Alvaro. ''Se for para sair coligado com esse tipo de gente, é melhor ir sozinho'', cutucou. Pela verticalização das alianças, o PPS local teve que escolher entre uma aliança com Alvaro ou a candidatura própria, sem poder se coligar com outros partidos.
Para o candidato a deputado federal Nelton Friedrich (PDT), que presidiu o Fórum Popular Contra a Venda da Copel, e que estava ontem na inauguração do comitê, as alianças com defensores da privatização da estatal não apresentam nenhum incômodo. ''Primeiramente, foram eles que vieram oferecer seu apoio. E segundo, se eles estão apoiando, ou é porque mudaram de idéia ou é porque vão mudar. A não-venda da Copel é uma questão definitiva no programa de governo do PDT'', comentou Friedrich.
O presidente do comitê energético, Antonio Carlos Bretas, prefere deixar clara a distância da entidade em relação aos deputados que votaram pela privatização. ''O comitê vai apoiar o Alvaro e o (senador) Osmar Dias. Também vamos apoiar o Nelton Friedrich e o (deputado estadual) José Maria pela luta deles contra a venda da Copel. Quem foi favorável a privatização não vai receber nosso apoio'', afirmou.

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