Para ACM, faltaram ''afagos'' para aprovar o mínimo
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sexta-feira, 18 de junho de 2004
Agência Estado 
Salvador - O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) usou uma frase utilizada pelo ex-governador baiano Otávio Mangabeira para tentar justificar a derrota sofrida quinta-feira pelo Planalto, quando o Senado derrubou a medida provisória do governo que aprovou o salário mínimo de R$ 260,00: ''Não é com vinagre que se apanha mosca''. O senador baiano também alertou de que forma o governo deve se comportar se quiser vencer as próximas batalhas parlamentares. ''O governo não tem dado o apreço devido àqueles que colaboram com a administração, sejam aliados ou não'', definiu.
Na avaliação de ACM, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha uma forma eficiente de dirigir sindicatos, mas quando passou a comandar políticos, (''mesmo com a maior boa vontade que tenha'') não quer ter gestos de ''afabilidades'', isso torna complicado seu relacionamento com os parlamentares. ''O dia que chegar a hora da verdade é que ele vai ver que tem menos de 31 (votos) no Senado'', contabilizou. Para ele, no momento que o Planalto souber dialogar, vai melhorar seu relacionamento.
ACM descartou a hipótese de ter votado contra o governo por represália. Os pefelistas ficaram irritados com a visita de Lula a Salvador, que foi usada como peça de campanha do do PT à prefeitura.
ACM acha que a luta de poder entre o ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o ministro da Articulação Política, Aldo Rebelo, prejudica o governo. ''Sou amigo do Zé Dirceu, tenho por ele todo o apreço, e sou muito bem tratado pelo Aldo, agora dois comandando a mesma área não dá certo''.


