Para ACM, divergências terão que ser resolvidas
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sexta-feira, 20 de junho de 1997
Agência Estado Brasília 
Arquivo FolhaMaciel: divergências são naturaisO presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), criticou ontem os aliados do presidente Fernando Henrique Cardoso que estimulam o desentendimento entre os partidos da base de apoio do governo. Segundo ele, em todos os partidos existem pessoas que não aceitam alianças completas. São divergências naturais e às vezes regionais, afirmou. Para Antônio Carlos, esse posicionamento é ruim para o País. Se todos quiserem resolver seus problemas locais, dificilmente teremos uma aliança no Brasil, afirmou. Para ACM, o PFL é o parceiro ideal do presidente Fernando Henrique Cardoso. É o partido que tem maior identidade de pensamento em relação ao Brasil, garantiu. É a base da aliança.
Na avaliação do presidente do Senado, o entendimento entre os partidos deve ser nacional. Caso contrário, frisou, pode induzir a erros de interpretação. Citou como exemplo a filiação no PSDB do ex-governador da Bahia Nilo Coelho, seu desafeto político e contra o qual ingressou com medidas judiciais. O senador disse que se fosse avaliar o PSDB pela entrada de Nilo Coelho, iria dizer que o partido se destruiu na Bahia. Disse que está aberto a um entendimento com os demais membros do partido.
O senador defendeu a indicação de um candidato do PFL em São Paulo, elogiando a escolha do senador Romeu Tuma (PFL-SP) para o cargo. Para ele, o candidato que melhor convém ao partido é o que atenda às suas exigências políticas e morais. O presidente do Senado não quis comentar as declarações do governador de São Paulo, Mário Covas, contrárias à indicação de um nome do PFL, seu filho, deputado Luís Eduardo Magalhães (BA), para a liderança do governo.
O vice-presidente Marco Maciel, por sua vez, considerou ontem naturais as divergências entre o PFL e o PSDB no Congresso e não vê motivos para o governo se preocupar. Os partidos formam alianças e não fusões, disse, acrescentando que os líderes do governo estão administrando a crise. Sobre a popularidade do presidente Fernando Henrique Cardoso, que estaria abalada com as denúncias de compra de votos, o vice-presidente desconversou e ressaltou os benefícios trazidos pelo Plano Real. Em três anos conseguimos diminuir o número de pobres.


