Apesar de identificados pontos positivos ao longo do ano, no geral, as expectativas para 2007 não são positivas. ‘‘2007 vai ser o bicho-da-goiaba porque a crise que a agricultura está sofrendo hoje, a falta de circulação do dinheiro da agricultura, só vai estourar no início de 2007. A coisa não está preta ainda, está azul, mas ela corre o risco de ficar pior’’, previu Pianowski. Para o economista, a situação poderá ficar mais séria caso o governo não adote medidas para reduzir o custo do Estado e os juros. ‘‘Não agüentamos mais carregar o peso do Estado, uma hora o povo vai se rebelar, uma revolta civil e o povo não vai mais pagar imposto e se todo mundo partir para a sonegação, vai implodir a coisa’’, alertou.
  No aspecto político, as apostas é que as reformas não sairão do papel. ‘‘Não acredito em reformas. A tributária vai sair essa que já é uma tentativa de desoneração da produção e que se for para patamares que sobre dinheiro no bolso do povo vai melhorar. Senão, não vai adiantar nada’’, advertiu Pianowski. ‘‘Reformas... é muito complicado. O grande problema do país é o entrave estatal. Precisamos de uma reforma do Estado e isso não é o Lula que vai fazer não’’, complementou Lepre. ‘‘Eu não exergo o ano de 2007 como um ano de efetivo crescimento. O próprio governo federal não sabe ao certo como fazer as coisas’’, afirmou.
  Como um dos caminhos para a retomada do crescimento, Machado aponta mudanças nas políticas sociais e econômicas do governo Lula. ‘‘O governo vai ter que se desprender do assistencialismo e fazer uma política de inserção dessa população carente na sociedade de modo geral. Sai agora do modelo assistencialista – que talvez tenha sido até necessária – para um modelo de inserção. E a questão da política econômica, é preciso realmente ter crescimento econômico, porque sem ele nada se alcançarᒒ, concluiu.
  O economista ainda ressaltou a importância do cumprimento de contratos para atrair investimentos internacionais. Na hora que acontece uma bagunça como a invasão dos sem-terra na Aracruz e que depois doaram, a área da Syngenta que o governador desapropriou, isso foi um péssimo sinal. 2007 não vai ser bom, mas se não tivermos um acordo entre lideranças, vai ficar pior ainda’’, finalizou Pianowski. (C.O.)

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