Paquistão diz que não quer fazer guerra
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segunda-feira, 27 de maio de 2002
France Presse 
IslamabadO presidente paquistanês, general Pervez Musharraf, assegurou ontem à comunidade internacional, durante um discurso radio-televisionado à nação, que seu país não quer uma guerra e não tem a intenção de iniciar um conflito com a Índia.
Em seu pronunciamento, Musharraf pediu a unidade nacional porque o país se aha em momento crucial da história devido à crescente tensão com a Índia. Creio que nestas graves circunstâncias, a unidade nacional é uma necessidade imediata. Todos temos que pensar em termos de unidade nacional, elevando-nos acima de nossos interesses pessoais, acrescentou o chefe de Estado.
Musharraf anunciou, além disso, a realização de eleições justas e transparentes entre os dias 7 e 11 de outubro.
MortesSeis pessoas morreram e dezesseis ficaram feridas ontem por disparos indianos contra aldeias paquistanesas próximas à fronteira da Caxemira sob controle indiano, anunciou a televisão pública. Também houve novos tiroteios na linha de controle que separa os dois setores da Caxemira, indiana e paquistanesa.
Segundo a televisão, os disparos indianos atingiram povoados da região de Sialkot, uma localidade da província de Punjab, próxima da Caxemira indiana.
No total, os tiroteios, que aumentaram desde o dia 17 de maio, causaram pelo menos 48 mortes nas fileiras paquistanesas e 16 nas indianas.


