Paquistão contra o terrorismo
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de janeiro de 2002
France Presse 
IslamabadO presidente paquistanês, Pervez Musharraf, anunciou várias medidas antiterroristas, ontem à noite. Entre as decisões, está a proibição para pequeno número de orgnaizações e medidas mais severas contra grupos ou indivíduos que incitam a população à violência. O Paquistão fará todo o possível dentro de suas leis para eliminar o terrorismo, garantiu.
A Índia acusa o Paquistão de proteger grupos islamitas que militam pela independência da Caxemira, responsáveis, segundo Nova Délhi, pelo atentado suicida perpetrado contra o Parlamento federal indiano no dia 13 de dezembro. Desde o atentado, os exércitos dos dois países se mobilizaram na Linha de Controle que serve de fronteira na disputada Caxemira, de maioria muçulmana.
PrisõesA polícia paquistanesa deteve ontem mais de 200 militantes dos dois partidos extremistas na província de Sindh. A medida foi uma antecipação ao anúncio de um endurecimento do Governo contra entidades extremistas.
Relações com os EUAOs Estados Unidos discutem com o Paquistão a redução do uso de bases aéreas paquistanesas para a campanha antiterrorista norte-americana no Afeganistão, informou o Pentágono. O Secretário de Defesa americano Donald Rumsfeld confirmou indiretamente um artigo da edição de sexta-feira do Washington Post que afirmava que Islamabad solicitou aos EUA que reduzam sua presença em duas das quatro bases aéreas que utilizam no Paquistão.


