Papa pede paz com justiÔa
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domingo, 23 de dezembro de 2001
France Presse 
Cidade do Vaticano - O Papa João Paulo II denunciou mais uma vez, ontem, o terrorismo, mas recordou que ''não há paz sem justiça e não há justiça sem perdão'' durante uma intervenção ante o colégio de cardeais e a cúria romana. João Paulo II pediu a todos os cristãos ''proclamarem com constância que toda forma de violência terrorista desonra a santidade de Deus e a dignidade do homem''.
O Santo Padre afirmou que ''a religião não pode converter-se jamais em motivo de agressão ou de conflito''.
Também fez um ''apelo urgente a todos os homens de boa vontade para que não poupem esforços no sentido de encontrar soluções justas para os numerosos conflitos que devastam o mundo e assegurem a todos os homens um presente e um futuro de paz''.
''Não se pode esquecer, frisou, que não há paz sem justiça e que não há justiça sem perdão.''
O Papa anunciou que irá a Assis (centro da Itália) no próximo 24 de janeiro como parte de uma jornada inter-religiosa de oração pela paz.
''Na cidade natal de São Francisco disse os representantes das religiões do mundo inteiro, em particular cristãos e muçulmanos, rezarão juntos para que as oposições sejam superadas e pela promoção da paz verdadeira.''
João Paulo II evocou igualmente suas viagens a Atenas, Damasco, Malta, Ucrânia, Cazaquistão e Armênia, e fez alusão a sua visita, sempre sonhada mas jamais realizada, à China.
Natal O Papa João Paulo II fez, quarta-feira, um apelo aos cristãos do mundo para que, neste Natal, ''dêem mais força à mensagem de paz que provém da gruta de Belém''.
As palavras do Papa foram pronunciadas durante a audiência geral semanal na praça de São Pedro.
O pontífice convidou a todos os homens que ''se convertam à paz, principalmente ante as tensões e os conflitos que enlutam estes dias distintas regiões da Terra, em particular o Afeganistão e Oriente Médio''.
Cerca de 7.000 peregrinos do mundo inteiro assistiram à última audiência geral do ano. João Paulo II recebeu, no curso das 43 semanas em que realizou audiências gerais, um total de 550.000 fiéis.


