O advogado do ex-secretário de Fazenda de Maringá, Luiz Antonio Paolicchi, Moisés Zanardi, protocolou ontem um pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, em Porto Alegre. Paolicchi teve a prisão preventiva decretada dia 3, pelo juiz da Vara Federal Criminal, de Maringá, Raphael Cazelli de Almeida Carvalho, em uma ação penal que o acusa pelo desvio de R$ 1,8 milhão da prefeitura, sonegação fiscal e formação de quadrilha.
Três dias após decretada a prisão, o ex-secretário ainda não se apresentou à polícia, como previa o seu advogado. ''Só amanhã (hoje). Estamos aguardando outra decisão. Ele ficou de entrar em contato mas a palavra final é dele'', disse o advogado, negando que a ''decisão'' mencionada seja em relação ao habeas corpus. ''Não tem nada a ver. De qualquer forma, ele tem que se apresentar. A orientação é para que se apresente o mais breve possível. Já devia ter se apresentado na sexta-feira'', concluiu.
Segundo a assessora de Comunicação Social da Polícia Federal (PF), em Maringá, Gilvanes Bakai Olsen, ontem uma equipe continuava procurando o ex-secretário.
O ex-prefeito Jairo Gianoto, que também teve a prisão preventiva decretada, continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital e Maternidade Maringá. No mesmo dia em que foi cumprido o mandado de prisão, Gianoto foi transferido para o hospital, onde foi submetido a uma cirurgia devido uma lesão no pulmão. ''Ainda há a possibilidade de outra cirurgia devido a quebra da ponta do peito. O joelho do ex-prefeito, que está com pinos, inchou e talvez tenham que fazer outra intervenção cirúrgica no joelho'', disse o advogado de Gianoto, Odair Moreschi. O ex-prefeito sofreu um acidente de carro no último dia 27. Conforme um boletim médico de ontem, o estado de saúde de Gianoto era estável. Ele está consciente e respira sem ajuda de aparelhos.
De acordo com Moreschi, o pedido de habeas corpus de Gianoto foi encaminhado ontem para Porto Alegre. ''Foi mandado para lá e ainda não tenho notícia do protocolo. Ele respondeu em liberdade todo o processo, tem residência fixa, atendeu todos os chamados da Justiça, não obstruiu a instrução. Entendemos que, como a sentença é passível de recurso para instância superior, ele pode recorrer em liberdade, não tem requisitos para decretar a prisão preventiva'', afirmou.

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