O ex-secretário da Fazenda de Maringá, Luis Antônio Paolicchi, que está preso, pode ter comandado o desvio de R$ 100 milhões da prefeitura. O cálculo, de fonte da Folha, é baseado em fatores como o tipo de vida nababesca que levava Paolicchi, seu enorme patrimônio composto por aviões, helicópteros e carros importados. Ele usava sempre roupas caras e tinha costume de dar presentes também caros a amigos, como apartamentos e telefones celulares, como aconteceu em Curitiba e Camboriú. Paolicchi era um respeitável funcionário municipal de Maringá que costumava passar férias no exterior – frequentava Miami, Roma. Os desvios sistemáticos que teriam sido comandados por ele durante 11 anos na administração geraram muitos investimentos, como os feitos em empresas de táxi aéreo, uma dezena de fazendas e uma mineradora de água que custou US$ 1 milhão. A empresa, ironicamente, funcionaria como uma central de lavagem de dinheiro em Maringá. As conexões de Paolicchi podem se estender por dez Estados e envolver pelo menos 40 pessoas.

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