O ex-secretário de Fazenda de Maringá, Luis Antônio Paolicchi, volta a depor hoje na Justiça Federal, onde responde por formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Ele está preso desde dezembro acusado de comandar o desvio de dinheiro da prefeitura, que pode superar R$ 100 milhões.
Na primeira oportunidade em que esteve diante do juiz Anderson Furlan Freire da Silva, no dia 12 de dezembro de 2000, Paolicchi disse que participava dos desvios a pedido dos ex-prefeitos Said Ferreira e Jairo Gianoto, ambos sem partido. Ele alegou ainda que o filho de Said, Alexandre Ferreira, chegou a ser beneficiado com o esquema de desvios. Alexandre ambém vai depor na Justiça Federal hoje.
Após os depoimentos das testemunhas de defesa na semana passada, um dos advogados, Wagner Pacheco, pediu um novo depoimento. ‘‘Ele (Paolicchi) tem novidades para levar à Justiça’’, garantiu. Ontem à tarde, Pacheco disse à Folha que estava acabando de receber alguns documentos que vão servir para o novo depoimento. São papéis apreendidos no escritório de Paolicchi, no início de outubro, que passaram por perícia a pedido da Justiça Federal.
O empresário Alberto Youssef, de Londrina, também estaria intimado para prestar depoimento hoje à Polícia Federal em Londrina, que investiga a lavagem de dinheiro através de 32 contas fantasmas abertas nas agências do Banco Banestado. ‘‘A intimação foi expedida, mas eu não sei se o Youssef recebeu’’, justificou o delegado Sandro Roberto Viana dos Santos, responsável pela investigação.
Segundo o advogado do empresário, João dos Santos Gomes Filho, Youssef não deverá comparecer à PF. ‘‘Eu acho impossível. Se ele tivesse sido intimado, teria me comunicado’’, afirmou. Youssef é acusado de ser o responsável pela movimentação de R$ 150 milhões entre maio de 98 e janeiro de 99. O empresário também é investigado por possível envolvimento no esquema de lavagem em Maringá.

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