Auditoria que está sendo realizada pela Prefeitura de Maringá já identificou um déficit de R$ 75 milhões em impostos não cobrados pela administração anterior. O secretário de Fazenda, Enio Verri, disse que os devedores serão chamados para colocar os débitos em dia. A prioridade é negociar o recebimento com 35 empresários do município, que devem R$ 1 milhão em Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN).
Verri afirmou que seu antecessor na pasta, Luis Antônio Paolicchi, administrava a cobrança de tributos com desleixo. ‘‘O empresário devia R$ 100 mil em ISSQN, mas pagava apenas R$ 5 mil’’, exemplificou. Em média, a auditoria detectou que a quantia desembolsada pelo devedor alcançava apenas 10% do valor total devido. Diante dos números, o secretário suspeita que o esquema de fraudes não envolvia apenas o desvio de verbas, mas a sonegação de impostos municipais.
O secretário disse que não vai divulgar a lista dos inadimplentes. Ele alegou que a legislação permite que os devedores sejam convocados primeiro para parcelar o débito. ‘‘Quem se recusar, vai ter o nome enviado para o Ministério Público, que poderá dizer quem são eles.’’ Depois de identificar todos os devedores do imposto, a prefeitura vai levantar como estão as pendências com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Em análises preliminares, Verri disse que casas de luxo de Maringá foram identificadas como barracões para que o proprietário pagasse menos imposto.
Quem tem dinheiro a receber da prefeitura vai ser obrigado a esperar. A auditoria levantou uma dívida de R$ 54 milhões com fornecedores a curto prazo. O pagamento só será feito depois que a investigação garantir que os valores de cada empenho não são superfaturados. (D.V.)

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