Panfletos defendem intervenção militar
PUBLICAÇÃO
domingo, 16 de agosto de 2015
Nelson Bortolin<br> Reportagem Local 
Apesar de os organizadores serem contra a ditadura, os defensores da intervenção militar no País participaram do ato com cartazes, faixas e panfletos. A professora municipal Adriana Figueiredo é uma das líderes deste movimento. E não se importa que a intervenção não encontre guarida na Constituição. Ela defendeu que os militares acabem com os "35 partidos políticos que lesam a pátria". E disse que o PT está pegando o dinheiro dos brasileiros para "enviar às ditaduras comunistas de Cuba e Venezuela".
Para ela, a ditadura militar (1964-1985) foi um período de prosperidade, quando houve o maior avanço tecnológico do País. Como professora, Adriana defendeu a volta da disciplina de moral e cívica nas escolas e reclamou que hoje não há liberdade de imprensa no País. E que a ditadura militar só perseguiu jornalistas comunistas. "Estamos numa ditadura. Só não está vendo quem não está vendo."
A técnica de enfermagem Roselene Braga levou ao protesto um cartaz onde se lia: "Apoiamos as Forças Armadas contra a corrupção e o comunismo". "Queremos Ordem e Progresso. O que temos hoje no País é uma ditadura." Questionada sobre a Constituição proibir intervenção das Forças Armadas, ela disse: "Eles (militares) não vão contra a Constituição. Eu sou o povo e elejo eles."
Segundo o porta-voz do Viva Londrina, André Elias, o movimento não compactua com nenhum tipo de ditadura. "Numa democracia, as pessoas podem pedir o que quiserem. O problema é que esses grupos não entendem que na ditadura é que não podem pedir nada. Mas não compactuamos com isso." (N.B.)


