Um panfleto apócrifo com supostas denúncias envolvendo o candidato a vice-prefeito da coligação liderado pelo PT ''A Hora é Agora'' em Sapopema, Gimerson de Jesus Subtil, provocou a ira dos simpatizantes dele contra a vereadora e candidata a vice-prefeita, Silvana Maria de Oliveira, a Silvana do Sindicato, que forma chapa do PSDB ''Renova Sapopema'' com Luiz Carlos dos Santos, o Dr. Luiz. Na noite de anteontem, mais de mil pessoas se colocaram em frente à casa onde ela estava e ameaçaram invadir o local na tentativa de encontrar cópias do material. Os ânimos só se acalmaram com a chegada do juiz e da promotora eleitorais, que apreenderam material de campanha, um computador e uma impressora.
No final da tarde, centenas de correligionários de Subtil foram para a frente da casa do candidato a vereador Bermirio Pereira Martins, o Nil, onde estava Silvana. No local, também estava o advogado Alexandre Hauly.
A concentração de pessoas em frente à casa aumentou e a Polícia Militar teve de pedir reforço para Figueira, Curiuva e Telêmaco Borba. Os ânimos só se acalmaram quando o juiz eleitoral, Gustavo Tinoco, e a promotora eleitoral, Fernanda Domiciano, chegaram para cumprir mandado de busca e apreensão requisitado pela advogada da coligação petista, Adriane Maria Gomes.
Eles permaneceram na residência por cerca de três horas e saíram com um computador, uma impressora e material de campanha. Silvana e Hauly após prestaram esclarecimentos. Ela rebateu que ''a denúncia contra Subtil é absurda'', que foi feita de forma anônima e sem dar qualquer detalhe sobre o suposto crime. Orlando Fernandes Guerreiro, presidente da coligação ''A Hora é Agora'', liderada pela candidata à prefeita Vera Golono, completou: ''ele é uma pessoa idônea e essa mentira não vai prejudicar nossa campanha''.
O candidato a vereador Nil não quis falar sobre o assunto anteontem e nos telefones passados por ele ninguém atendeu as chamadas feitas ontem. A FOLHA não conseguiu contato com os candidatos da coligação ''Renova Sapopema''. A reportagem contatou o escritório de Hauly mas ele não retornou a solicitação de entrevista.
O juiz eleitoral alegou que o caso corre em segredo de justiça e, por isso, não iria se pronunciar. Por meio da assessoria do Ministério Público, a promotora informou que a denúncia contra Subtil - recebida pelo Disque-Denúncia Nacional - teria sido repassada à Polícia Civil, que informou não ter recebido nada oficialmente até ontem.

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