O presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, disse ontem, na chegada a Porto Alegre, que a crise econômica está transformando o País em uma ‘‘panela de pressão já fervendo e que poderá explodir se não houver nenhuma ação política capaz de mostrar que o amanhã será menos tenso para o povo brasileiro’’. Na opinião dele, o acordo negociado entre o governo e o FMI é ‘‘leonino’’ e respalda apenas os interesses do sistema financeiro e dos países ricos.
Na primeira das três visitas para apoiar Olívio Dutra no segundo turno, Lula disse que a situação econômica ‘‘está ficando insustentável’’. Ele entende que ‘‘em algum momento os movimentos sociais reagirão’’, devido à grande quantidade de trabalhadores desempregados e de ‘‘pequenos produtores que foram obrigados a deixar o campo’’.
O petista preferiu não dar sua opinião sobre um eventual apoio do PT a Mário Covas (PSDB) em São Paulo. ‘‘Sou membro de um partido. O que ele deliberar eu vou comprir’’, afirmou. Quanto às negociações com o PFL e o PSDB articuladas pelo candidato do partido à reeleição no Distrito Federal, Cristóvam Buarque, Lula disse que não é possível recusar apoios no segundo turno.

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