‘‘Pane’’ ocorreu
na madrugada de
ontem, diz médico


Mauro FrassonCOMOÇÃOGovernador Jaime Lerner observa Aníbal Khury, durante velório. À direita, a viúva, dona Niva Khury: várias autoridades prestaram a última homenagem ao presidente da AssembléiaJoão Batista Marchesini, gastroenterologista integrante da junta médica que cuidou da saúde de Aníbal Khury desde terça-feira da semana passada, explicou ontem que o metabolismo do deputado teve uma ‘‘pane geral’’ na madrugada de ontem. ‘‘Não era apenas a hemorragia digestiva que nos preocupava. Mas um quadro clínico contendo complicações paralelas’’, explicou, numa referência ao diabetes, aos problemas do coração, e à insuficiência renal, agravados com a intervenção cirúrgica feita na sexta-feira passada, quando o intestino grosso do deputado foi retirado.
Marchesini disse que a causa da morte foi uma redução contínua nos batimentos cardíacos. ‘‘Tentamos ressuscitá-lo diversas vezes, mas a cada momento que passava, o seu coração estava cada vez mais fraco. De 120 batimentos por minuto, caiu para 100, depois para 80, 40 e assim por diante’’, contou o médico. ‘‘Com esse quadro clínico, a pressão começou a cair cada vez mais, daí chamamos os familiares’’, disse ele.
João Batista Marchesini afirmou ainda que os medicamentos para melhorar a circulação pararam de fazer efeito na madrugada de domingo para segunda-feira. ‘‘A hemodiálise (filtração do sangue) até estava resolvendo a questão dos rins, porém o conjunto não ia bem. Como havíamos dito no domingo à noite, o quadro era muito grave e a doença de altíssimo risco cirúrgico’’, relembrou Marchesini. (L.D.)

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