Brasília - O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, disse ontem que a reforma tributária exigirá do governo ''intensas'' e ''progressivas'' negociações até o último dia em que estiver em votação no Congresso. Segundo Palocci, ''não há e nunca haverá um consenso total sobre a questão tributária'' e, por isso mesmo, o esforço será permanente.
Destacando que o momento atual é de buscar o crescimento econômico, ele rebateu as críticas feitas ao projeto enviado pela administração federal, dizendo que todas as mudanças propostas estão voltadas para este fim. ''Além da política monetária, da política fiscal, do ordenamento do nosso orçamento, a questão tributária é um instrumento fundamental para o crescimento econômico. É isso que vamos buscar até o fim'', disse.
''Algumas pessoas, às vezes, não compreendem isso e dizem: 'Por que não distribuir mais recursos? Por que não refazer o pacto federativo?' O momento agora é de buscar crescimento econômico'', afirmou, destacando que o Poder Executivo ''tem certeza que a Câmara e o Senado saberão fazer um desenho final, com certeza, melhor do que o desenho inicial que receberam''.
Na avaliação de Palocci, o envolvimento de vários setores da sociedade mostra a importância e a força da reforma. ''O que vimos esta semana foi um movimento grande de todos os interlocutores da reforma junto ao governo e aos parlamentares e isso é muito bom'', disse.

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