Brasília- Em meio ao debate para a votação da reforma tributária, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, promove uma negociação paralela com os governadores. Nas últimas semanas, Palocci tem dedicado parte da agenda para fazer política, recebendo governadores que apresentam reivindicações diversas, que não figuram nos entendimentos em torno da reforma. Coincidência ou não, o fato é que Palocci atendeu a dois pedidos de liberação de recursos represados no ministério.
  Ontem, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), conseguiu o aval do Tesouro para o Estado contrair um empréstimo de R$ 33 milhões na Caixa Econômica Federal (CEF), que permitirá o saneamento da empresa Água e Esgotos do Piauí. Na semana passada, foi o governador do Ceará, Lúcio Alcântara (PSDB), que retornou a Fortaleza com a garantia de liberação imediata de R$ 95 milhões, crédito já pedido.
  Palocci também recebeu ontem o governador da Bahia, Paulo Souto (PFL), que preferiu manter silêncio sobre o encontro ‘‘para não atrapalhar’’. A Bahia tem o secretário de Fazenda e coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), Albérico Mascarenhas, como um dos principais negociadores técnicos da reforma tributária.
  A governadora do Rio, Rosinha Garotinho (PMDB), na semana passada, saiu de um encontro na Fazenda com a promessa do ministro de que o pedido para ficar com parte dos royalties da exploração de petróleo teria uma resposta antes da votação da reforma no plenário, programada para essa semana.

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