Brasília - A redução da alíquota da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) em 0,02 ponto porcentual ao ano, até 2011 é uma das alternativas discutidas ontem pelo deputado Antonio Palocci (PT-SP) com parlamentares da base aliada, na primeira rodada de negociação. Palocci, que é o relator da proposta que prorroga a CPMF, é simpático à idéia. Se for aprovada, a alíquota da contribuição será reduzida de 0,38% para 0,32% ao final do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a 0,30% no primeiro ano do próximo mandato.
A questão é que ainda não existe consenso dentro da administração federal e nem mesmo na base governista sobre qual é a melhor forma de desoneração tributária. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, por exemplo, prefere a redução da alíquota da contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que incide sobre a folha de salários, em vez de diminuir a alíquota da CPMF. Muitos deputados da base aliada também preferem esta alternativa, na crença de que estimulará as empresas a contratarem trabalhadores com carteira assinada.

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