Brasília O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), indicou ontem o prefeito licenciado de Ribeirão Preto, Antônio Palocci (PT), para coordenar a equipe de transição entre o atual governo e o futuro governo petista até 31 de dezembro.
Os demais 50 nomes da equipe chefiada por Palocci serão anunciados em dois dias. O prefeito petista foi coordenador de programa de governo de Lula e contará com quatro ou cinco subcoordenadores, para temas específicos. Para as articulações com o Congresso, foram indicados os líderes do partido João Paulo Cunha, na Câmara, e o senador Tião Viana.
Segundo Palocci, seu trabalho começou já ontem, com a o início da seleção dos nomes para integrar a nova equipe, que terá mais caráter técnico e administrativo, e menos político. As prioridades, segundo o coordenador, são as discussões sobre o orçamento, a contribuição social sobre o lucro líquido e o PIS/Cofins .
A equipe de transição não deverá ter um coordenador econômico. A nomeação da equipe deverá acontecer nos próximos dois dias. Segundo Palocci, no grupo, certamente haverá economistas, mas isso não significa que eles conduzirão a política econômica do futuro governo.
Tanto Palocci quanto o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, fizeram questão de destacar que a equipe de transição não significa a montagem do ministério para o próximo governo, que tomará posse dia 1º de janeiro de 2003.
Entre os 50 cargos do governo de transição, quatro ou cinco serão ocupados por coordenadores setoriais, de áreas como a social, de finanças e administração pública. Os nomes da equipe sairão do próprio PT, mas também virão de fora do partido. O perfil do governo de transição foi definido pelo coordenador como de profissionais com ``elevada capacidade técnica e executiva``.
Passados os primeiros dias de instalação e início dos trabalhos da transição, o presidente eleito deverá visitar constantemente o Centro de Treinamento do Banco do Brasil, onde funcionará a base do governo de transição. Palocci afirmou que essa ``interação`` será necessária porque todo o trabalho será para dar ``condições para preparar as decisões`` do próximo governo.

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