Nablus, Cisjordânia Cerca de 15.000 pessoas reuniram-se ontem em Nablus para os funerais de três militantes do Movimento de Resistência Islâmica palestino (Hamas) mortos na véspera por soldados israelenses. Os manifestantes exibiram centenas de bandeiras do Hamas, da Jihad Islâmica, do Fatah (o movimento do presidente da Autoridade Palestina Yasser Arafat), da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e da Frente Democrática da Palestina (FDLP) e pediam vingança contra os israelenses. A multidão gritou lemas nacionalistas e alguns manifestantes atiraram para o ar.
Mortes
Duas mulheres israelenses feridas no atentado realizado terça-feira em Jerusalém Oeste morreram ontem. As israelenses, de 78 e 56 anos, faziam parte do grupo de pessoas atingidas por disparos. Segundo o porta-voz do hospital Hadasah Ein Kerem, 14 pessoas continuam hospitalizadas, duas em estado muito grave.
Ataque
O Hezbolá xiita libanês bombardeou ontem, pela primeira vez em vários meses, posições do exército israelense no controvertido setor das Fazendas de Chebaa, segundo os serviços libaneses de segurança.
Várias dezenas de obuses de morteiro e de canhões de 107mm apontaram contra as posições israelenses de Ramta, Sammaqa e Alam nesse setor conquistado por Israel à Síria em 1967 e reivindicado pelo Líbano, precisaram as fontes.
Resposta
A aviação israelense disparou ontem mísseis contra uma região controlada pelo Hezbolá no sul do Líbano, como resposta a disparos do movimento xiita contra posições israelenses no controvertido setor das Fazendas de Chebaa, informou a polícia libanesa.
Os caça-bombardeiros fizeram quatro incursões em meia hora disparando a cada vez dois mísseis sobre uma colina próxima a Kfarchuba, região que fica em frente às Fazendas de Chebaa, acrescentou a polícia.
Preocupação
O alto representante de Política Externa e Segurança da União Européia (UE), Javier Solana, afirmou aos jornalistas que a situação no Oriente Médio é ‘‘gravíssima’’, depois de reunir-se com o chanceler israelense Shimon Peres ontem no aeroporto de Estrasburgo. ‘‘A situação atual no Oriente Médio é gravíssima e temos de ver como podemos sair do círculo vicioso da violência’’, declarou.

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