JerusalémA proposta do secretário de Estado americano, Colin Powell, sobre a criação de um Estado palestino ‘‘temporário’’ não agradou os palestinos e também contradiz a posição israelense, exposta pelo premier de Israel, Ariel Sharon, durante sua visita a Washington. Para Saeb Erakat, principal negociador palestino e ministro das Coletividades Locais, Powell ‘‘deveria se concentrar no verdadeiro problema: por fim á ocupação israelense’’. ‘‘O exército israelense tem que se retirar até as fronteiras de 1967, conforme as resoluções 242 e 338 das Nações Unidas, e depois será estabelecido um Estado palestino soberano sob controle palestino de suas fronteiras e dentro delas, e com liberdade de circulação’’ para seus cidadãos, disse Erakat.
‘‘Não podemos aceitar mais soluções provisórias, temos que chegar a um acordo definitivo’’, acrescentou.
Powell estimou na quarta-feira que se, dentro da perspectiva de um Estado definitivo, se criado um Estado palestino temporário, este ‘‘deveria dispor de uma estrutura, de instituições, de algo que se assemelhe a um território, mesmo não sendo algo definido e para sempre’’. Powell fez um apelo para que seja retomado o processo de paz baseado nas resoluções do Conselho de Segurança da ONU, e pediu a suspensão da colonização judaica na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, assim como o ‘‘terrorismo’’ palestino. No entanto, o secretário de Estado não propôs nenhuma data limite para a criação desse Estado palestino.
Já o presidente egípcio, Hosni Moubarak, elaborou recentemente uma proposta de paz que apresentou no final da semana passada a seu colega americano. Este plano prevê a criação de um Estado palestino em princípios de 2003, seguida de negociações para definir suas fronteiras e a situação de Jerusalém e os refugiados.

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