Palácio quer fazer plebiscito com prefeitos
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segunda-feira, 27 de agosto de 2001
Maria Duarte<BR>De Curitiba 
O governo promete consultar nos próximos dias os 399 prefeitos do Estado sobre a venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel). A iniciativa foi anunciada ontem pelo líder do governo na Assembléia Legislativa, Durval Amaral (PFL). ''Vamos encaminhar um expediente via liderança do governo. Todos serão consultados, inclusive os prefeitos da oposição'', afirmou Amaral. O governo é contra a realização de um plebiscito para decidir o futuro da estatal de energia. A oposição deve apresentar hoje projeto de decreto legislativo estabelecendo a realização do plebiscito, nos mesmos moldes do projeto de lei do tucano José Maria Ferreira. A intenção é evitar um veto do Executivo. Um projeto de decreto legislativo não precisa ser sancionado pelo governador. Se aprovado, seria determinado plebiscito pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O processo de privatização teria que ser suspenso até a realização da consulta popular.
O deputado garante que os prefeitos que se colocarem contra a privatização não deixarão de receber recursos para seus municípios. Mas a bancada de oposição interpreta que a consulta pode abrir brechas para retaliações.
Amaral acredita que a maioria dos prefeitos será favorável à venda. Com o reforço no caixa, ficará mais fácil de o Estado liberar recursos para as prefeituras. ''Gostaria que a população fosse consultada, pois foi o povo que elegeu os prefeitos e os deputados'', reclamou Ferreira, único tucano da bancada oposicionista.
Ontem, a sessão foi derrubada por falta de quórum, impedindo a votação do requerimento da oposição que pedia a transformação do plenário em comissão geral. A intenção da oposição é aproveitar a baixa presença dos governistas no plenário e aprovar temas de seu interesse. Entre eles, projeto que impede a venda do setor de geração de energia e os projetos que obrigam o governo do Estado a investir 70% dos recursos obtidos com a venda da Copel no fundo previdenciário.


