Brasília - O Palácio do Planalto negou ontem, por meio de nota à imprensa, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha manifestado a empresários vontade de fechar o Congresso. ''É falso que o presidente tenha, em qualquer momento, feito afirmação que pudesse ser entendida como uma ameaça ou hipótese de restrição ao livre, pleno e soberano funcionamento do Congresso Nacional'', diz a nota, assinada pelo porta-voz André Singer.
Coluna do jornalista Elio Gaspari, publicada na Folha de S. Paulo, trouxe a informação de que Lula, ao ser questionado pelo empresário Eugênio Staub (Gradiente) sobre como pretendia fazer reformas necessárias em um segundo mandato, disse: ''Não acorde o demônio que tem em mim, porque a vontade que dá é de fechar esse Congresso e fazer o que é preciso''.
O jantar ocorreu na última quinta na casa do ministro Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) com um grupo de empresários. Segundo Gaspari, Lula disse que o Congresso será pior do que ''esse que está aí'' porque pode ter Paulo Maluf e Clodovil.
A nota afirma ainda que ''ao longo dos 44 meses de mandato, o presidente não só demonstrou absoluto respeito pela liberdade e soberania do Congresso como fez questão de prestigiá-lo e valorizá-lo com repetidos gestos de apreço''.
Atribui a divulgação da informação, classificada de ''pseudonotícias'', ao ''contexto eleitoral, com reiteradas tentativas de causar confusão e dificuldades para a expressão informada da vontade popular''.

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