Brasília - Com a resistência no Congresso Nacional à criação de um novo imposto, o governo federal já descarta a possibilidade de aprovar ainda neste ano a nova CPMF e avalia estendê-la também para financiar a saúde. Pela proposta enviada ao Congresso, o Palácio do Planalto estabelece uma alíquota de 0,20% sobre as movimentações financeiras e destina os recursos para a Previdência Social. Com o pedido de prefeitos e governadores para que o tributo também financie a área da saúde, o Planalto considera estudar a proposta. Estimulados pelo governo, representantes de estados e municípios têm defendido elevar a alíquota do imposto para 0,38%, com a possibilidade de 0,18% serem divididos entre os entes da federação.
Em reunião ontem com os governadores do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e com os representantes da Frente Nacional de Prefeitos, da Confederação Nacional dos Municípios e da Associação Brasileira de Municípios, o ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) reconheceu a dificuldade de aprovação da proposta ainda este ano e orientou os representantes do Poder Executivo a pressionarem deputados e senadores pela recriação do chamado "imposto do cheque".
Prefeitos e governadores querem chegar a um acordo sobre a forma de dividir os recursos até a próxima semana. No dia 19 de novembro eles devem se reunir com a presidente Dilma Rousseff para bater o martelo sobre os valores.

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