Palácio do Iguaçu não admite uso da máquina
A assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu rechaçou o uso da máquina do Estado na eleição de 98 e reafirmou que recursos desviados das prefeituras de Londrina e Maringá não abasteceram a campanha de Jaime Lerner (PFL). Na campanha do governador não há nenhum recurso de origem duvidosa ou ilegal, assegurou.
Segundo a assessoria do Iguaçu, o responsável pela coordenadoria financeira da campanha foi Mário Lopes Filho, atual superintendente da Secretaria de Governo da prefeitura de Curitiba. A assessoria destacou que o controle financeiro foi centralizado na capital e que ninguém era autorizado a fazer arrecadações para a campanha. Se alguém diz que arrecadou, foi por conta e risco próprio e sem o conhecimento do governador.
A assessoria também confirmou a existência de apoiadores logísticos como a equipe de Rafael Fuentes , responsáveis pela distribuição de material, organização de comícios, agenda e outros trabalhos. Mas esses apoiadores não faziam pagamentos nem arrecadavam.
Além disso, destacou que muitos ocupantes de cargos comissionados no governo do Estado pediram licença na época da eleição para atuar como voluntários sem remuneração. Além disso, a assessoria negou uso de máquina na campanha. Foi uma campanha de reeleição e as obras eram recentes, justificou.
Mário Lopes, coordenador financeiro da campanha em 98, disse ontem que toda a arrecadação e pagamentos da campanha foram centralizados em Curitiba. Nunca descentralizamos o financeiro da campanha. Creio que se houve alguma coisa, foi iniciativa local. A gente pode ter tido dificuldades para controlar as doações em serviços no interior. (L.H.)





