Países podem se unir contra tráfico
Agência Folha
Do Rio de Janeiro
Representantes dos governos dos países sul-americanos estudam no a criação de um organismo regional de intercâmbio de informações sobre combate ao consumo de drogas. A proposta começou a ser discutida ontem, na Assembléia Legislativa do Rio, na abertura do 1º Congresso Sul-Americano de Prevenção ao Uso de Drogas.
As diretrizes do órgão regional a ser criado serão estabelecidas ao final do encontro, na segunda-feira, mas o deputado estadual Jamil Haddad (PSB), idealizador do evento, disse que a futura entidade deverá estimular o intercâmbio de experiências bem-sucedidas e lutar pela implantação de uma legislação comum antidrogas na América do Sul.
Uma das experiências apresentadas ontem foi o Programa Rumbos, criado há um ano pelo governo colombiano. O programa produziu uma pesquisa sobre usuários de drogas, ainda não divulgada na Colômbia, que foi apresentada ontem no encontro.
De acordo com o diretor do programa, Augusto Perez Gomez, a pesquisa, feita em outubro em Medellín, é a maior do gênero já realizada no mundo, com 500 mil entrevistados entre crianças e jovens de 10 a 24 anos de idade. Desse total, 35% afirmaram já ter experimentado maconha 14% consomem a droga regularmente. Dos entrevistados, 8% já consumiram cocaína 3,5% ainda são usuários da droga.
Na avaliação de Gomez, a pesquisa é importante por mostrar que a Colômbia não é só um país produtor de entorpecentes, mas tem também alto índice de consumidores de drogas. No encontro, o uruguaio Alberto Scaravelli, presidente da OEA-Drogas (setor da Organização dos Estados Americanos responsável por estudos relacionados a entorpecentes), afirmou que a lavagem de dinheiro relativa ao crime organizado movimenta anualmente cerca de US$ 500 bilhões no mundo.





