País já tem mais de 106 milhões no colégio eleitoral
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segunda-feira, 27 de julho de 1998
Agência Estado 
O número de eleitores cresceu 4,73% em relação a última eleição, somando 106.076.008. Tocantins, Ceará e Piauí tiveram uma redução de eleitores, por causa da eliminação de título duplo e exclusão de mortos. Segundo balanço divulgado ontem pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do total de votantes, 47,3 mil são de brasileiros residentes no exterior. Eles poderão votar somente para presidente da República em urnas especiais colocadas nas embaixadas do Brasil em 95 países. A maior quantidade de eleitores brasileiros está nos Estados Unidos, a estimativa são 11.377. E a menor em Bangladesh, apenas quatro.
Para evitar as fraudes ocorridas em 1994, todos os municípios do Rio e de Alagoas terão urnas eletrônicas em 4 de outubro. Elas eliminam totalmente as fraudes, disse ontem o secretário de informática do TSE, Paulo César Camarão. Outros dois estados, além do DF, que operarão completamente com equipamentos informatizados são Roraima e Amapá. Foram escolhidos para o teste por encontrarem-se em regiões distantes.
O TSE quer acabar com as cédulas de papel até 2002. Na eleição de 1996, a população de 57 municípios votou com auxílio de tecnologia. Em outubro, os habitantes de 537 municípios usarão 152 mil urnas eletrônicas. Parte desses equipamentos já tinha sido comprada, mas está sendo reformada por uma empresa de Santa Rita de Sapucaí (MG).
As 90,2 mil novas urnas são fabricadas por duas empresas paulistas de Interlagos e Alphavile. O TSE gastou R$ 78 milhões com os aparelhos, segundo Camarão. Ele disse que nos locais onde houver urna eletrônica o vencedor poderá ser conhecido até as 10 horas do dia seguinte à eleição.


