Na contramão dos demais setores da Educação Municipal, professores do Caic da Zona Sul de Londrina se mostraram mais simpáticos ao movimento de greve, desde o último dia 8. Ontem, um grupo de pais resolveu protestar e fechar os portões do local até que haja uma solução para a normalização do atendimento.
Entre as mães que participaram do protesto ocorrido de manhã, a auxiliar de serviços gerais Maria da Paz Santos da Silva, 48, avisou que os pais querem uma posição da Prefeitura sobre a melhoria salarial aos professores. ''O professor tem todo o direito de trabalhar e de receber, mas está tendo uma perda salarial grande e isso nós vemos, pois acompanhamos o cotidiano de onde nossos filhos estudam'', disse. ''Que adianta a gente ter um baita prédio adequado, mas professor descontente com o salário? Não é porque é filho de pobre, que a gente não sonha com uma escola melhor'', disse Maria.
Já a trabalhadora rural Marleid Aparecida de Oliveira Rosa, 30, se disse preocupada com os R$ 60 que tem gasto para deixar a filha com uma vizinha. Sem atendimento na Educação Infantil, ela conta que não pode deixar a filha sozinha, mas que ganha R$ 12 por dia no trabalho. ''É uma tremenda canalhice não vir ninguém aqui e resolver a situação. Parece que eles têm medo do povo, mas não têm quando é para pedir voto'', criticou.
A secretária municipal de Educação, Carmem Sposti, afirmou que está pronta a atender a comunidade do Caic Zona Sul, desde que não haja impedimento de acesso aos portões, como ontem. ''Assim como estou respeitando aqueles que entraram em greve, gostaria que os que não aderiram também o fizessem'', disse a secretária, para ressalvar: ''Mas não adianta conversar sobre reposição salarial, isso não depende de mim''. (J.G.)

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