País cansou da inércia, diz FHC
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
O presidente Fernando Henrique Cardoso disse ontem, no Rio, que o Brasil cansou de ver a inércia, a impunidade. Hoje há no Brasil uma consciência, de cada cidadão, cada cidadã, de seus direitos, suas responsabilidades, afirmou. Há uma ação coletiva, porque o Brasil cansou de ver a inércia, a impunidade, o não fazer nada, o cruzar os braços, o esperar que tudo venha de cima, disse, em discurso na inauguração do Centro de Operações da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).
Antes, FHC admitiu ter dificuldade com o novo sistema de discagem de números telefônicos, adotado a partir da privatização da telefonia. A reclamação foi feita na presença do ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, e o diretor-geral da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Renato Guerreiro.
Como agora são tantos números para a gente discar no telefone, eu me atrapalho. Quem sabe eu pudesse ter, a meu lado, um destes carrinhos que me ajudasse a telefonar, disse o presidente. Ele se referiu a uma experiência adotada em alguns países, onde existem telefones públicos móveis, que são colocados em carrinhos onde fica um funcionário encarregado das ligações. Eu digo isso assim, quase de brincadeira mas o conteúdo é sério, continuou.
É para dizer que todas as transformações não podem acontecer esquecendo-se do ser humano, complementou. No seu discurso, FHC afirmou que, mais importante do que as transformações tecnológicas, é a transformação da mentalidade. Hoje, há no Brasil uma consciência, de cada cidadão de seus direitos, suas responsabilidades, afirmou.
Em toda a parte se vê organizações que não são do Estado, que não são empresas, mas que se organizam para ajudar o País a avançar. O presidente elogiou ainda os funcionários dos Correios cujo sindicato colocou, antes da solenidade, uma kombi com alto-falante em frente ao centro de operações para criticar o governo e denunciar a intenção de privatização do serviço.





