País abre mão de veto para ter vaga na ONU
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quarta-feira, 08 de junho de 2005
Agência Estado 
São Paulo - Brasil, Alemanha, Índia e Japão distribuíram ontem, em Nova York, uma emenda ao projeto de reforma da Organização das Nações Unidas (ONU), na qual abrem mão do direito de veto durante pelo menos 15 anos, se ganharem assentos permanentes no Conselho de Segurança (CS) da entidade. Na última semana, China e Rússia deram sinais de que não apoiarão as indicações dos quatro países, que formam o chamado G-4, a assentos permanentes no CS.
O projeto de resolução adotado pela Assembléia Geral da ONU no dia 16 prevê a ampliação do CS para 25 membros. Pela emenda distribuída ontem, a nova versão do conselho daria assentos permanentes para os países do G-4 e mais dois países africanos a serem escolhidos, além de criar quatro novos postos rotativos. Atualmente, o conselho tem 15 membros, cinco permanentes (EUA, Rússia, Inglaterra, França e China), com direito a veto, e dez rotativos.
A emenda do G-4 abre mão do direito de veto por um prazo determinado, mas assegura que, uma vez vencido o prazo de 15 anos, será feita uma nova revisão do quadro de membros do conselho e examinada com destaque a concessão do direito de veto aos quatro. Diz também que ''os novos membros permanentes deverão ter as mesmas responsabilidades e obrigações dos atuais membros permanentes''.
No início do mês, o embaixador chinês na ONU, Wang Guangya, classificou de ''muito perigoso'' o projeto de resolução sobre a ampliação do CS apresentado em maio pelo G-4. O principal incômodo da China não tinha a ver com o Brasil e era motivado pela secular rivalidade com o Japão, que ocupou a Mandchúria antes e durante a 2 Guerra Mundial. Mas, dois dias depois, a China pôs-se contra a prorrogação da missão de paz no Haiti, que é comandada pelo Brasil.


