Pai sofreu pressão para contratar serviço
A ação relata oito casos de famílias coagidas pelos funcionários. Um dos casos é do pai que perdeu um filho. Foi informado por um dos funcionários da Acesf que caso não executada a tanatopraxia "o cadáver entraria em decomposição e vazaria líquidos. Mais que isso: o velório seria feito com o caixão lacrado!", relatou o juiz.
O pai disse, então, que não tinha condições de arcar com os custos do procedimento. Em resposta, ouviu em tom de ameaça que o corpo deveria ir direto para sepultamento (sem velório). Ou iria "... explodir feito um porco", teria dito o funcionário, conforme relato do pai em depoimento ao juiz.
E as técnicas de coação não pararam por aí: "O réu, contrariando a expressa instrução de apenas exibir o corpo ao familiar após a sua preparação para encaminhamento a velório, mostrou à vítima o cadáver do próprio filho que estava a descoberto. Tudo com o claro e notório intento de pressioná-lo a contratar a tanatopraxia", escreveu o magistrado.
Constrangido e abalado, o pai cedeu à pressão e concordou pagar R$ 1,2 mil pelo procedimento.
No processo, constam declarações dos médicos legistas de que a tanatopraxia é totalmente descabida no período de até 24 horas após o falecimento. (L.C.)





