''Pai de grande família'' não age emocionalmente
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2004
Agência Folha 
Caxias do Sul, RS - Ao se manifestar ontem, em Caxias do Sul (interior do RS), a respeito das acusações sobre o envolvimento do ex-assessor de Assuntos Parlamentares da Presidência Waldomiro Diniz com propina e financiamento ilegal de campanhas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se comparou a um pai de uma família que tem de tomar cuidado ao repreender. ''O presidente tem de ser o pai de uma grande família. Não pune ninguém, não castiga ninguém sem ter certeza do que está fazendo. Um presidente não pode agir emocionalmente. Se houver denúncias de crime eleitoral contra um funcionário, o máximo que se pode fazer é exonerar o funcionário, abrir inquérito na Polícia Federal e permitir todas as formas de garantir que seja investigado. Se for culpado, que pague. Mas, se for inocente, que tenha sua honradez recuperada'', afirmou.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, que também participou da abertura da Festa da Uva em Caxias do Sul, disse que todas as investigações possíveis devem ser feitas. Rossetto era vice-governador do Rio Grande do Sul (1999 a 2002) quando uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Assembléia Legislativa do Estado investigou a suposta relação do governo petista com o jogo do bicho. O então governador Olívio Dutra, atual ministro das Cidades, também esteve presente hoje na abertura da Festa da Uva.
''No Rio Grande do Sul todas as acusações foram definidas como infundadas. Não temos nada a esconder do povo gaúcho e brasileiro. Somos os primeiros a querer esclarecer os fatos'', disse Rossetto, que era o homem-forte do governo de Olívio Dutra.
Após a CPI que indiciou uma série de petistas e integrantes do governo gaúcho, as denúncias contra Olívio, Rossetto e outros acusados foram arquivadas na esfera judicial.


