A Prefeitura de Londrina terá de encontrar uma solução para os pagamentos sem empenho feitos à Vega Ambiental, empresa que faz a coleta do lixo no município. Os repasses mensais – em torno de R$ 600 mil – foram efetuados de janeiro a abril deste ano, quando a maioria das funções da Autarquia Municipal do ambiente (AMA) foi transferida para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), a antiga Comurb. Os pagamentos recentes feitos à empresa também foram realizados sem que as contas fossem empenhadas.
O secretário de Fazenda, Francisco Simões, descobriu que estava amortizando dívidas do ano passado à Vega, imaginando que estaria fazendo os repasses atuais para a empresa. Simões disse que soube do problema após solicitar notas fiscais, lista de pesagem e os empenhos a funcionários da AMA. ‘‘Aí descobri que estava pagando as contas do Belinati’’, contou. O assunto foi discutido em uma reunião segunda-feira na CMTU, mas não houve um acordo.
A diretoria da CMTU recorreu ao procurador-geral do município, Arão dos Santos Neto. ‘‘Eu preciso examinar porque em princípio não é possível fazer um empenho retroativo’’, explicou.
Em 98 e 99, a prefeitura repassou R$ 12 milhões do Conselho de Gestão Fiscal (Cogefi) para a Vega Ambiental. O prefeito Jorge Scaff (PSB) mantém um compromisso de repassar mensalmente os R$ 600 mil à Vega. Segundo ele, foi um acordo com a empresa, que pretendia receber uma dívida muito maior. Sobre os R$ 12 milhões, Scaff prefere não entrar na polêmica. A dívida atual do município com a Vega gira em torno de R$ 5 milhões. (L.R.)

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