Pagamento do vale-pedágio pode acabar com polêmica
Para o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros (Sindicam), Diumar Cunha Bueno, independente do percentual de redução, a polêmica sobre o pedágio só vai se encerrar para os caminhoneiros, quando as empresas pagarem o vale-pedágio. Bueno disse que não há fiscalização sobre esse pagamento e muitas empresas não pagam o imposto que pesa no bolso do caminhoneiro.
Segundo Bueno, estados como Rio Grande do Sul e São Paulo já firmaram convênios com a Agência Nacional de Transporte de Cargas, para fiscalizarem se os embarcadores estão pagando o vale-pedágio para os caminhoneiros e empresas transportadoras. ''Só assim, o caminhoneiro pode ficar livre desse ônus'', afirmou.
O presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Cargas do Paraná (Setcepar), Rui Cichela, contesta a informação e afirma que as empresas já pagam o vale-pedágio. O problema é que mais este ônus para as empresas torna o custo do transporte rodoviário muito caro e elas optam por outros modais que não pagam pedágio. Com isso sobra caminhão e o preço do frete baixa muito, sendo que o maior prejudicado é o caminhoneiro.
Entidades independentes como a União Brasil Caminhoneiros encaminharam documento ao governo do Estado onde pedem a redução de 61% no preço do pedágio. De acordo com o presidente da entidade, Nelson Canan, o índice foi calculado com base na redução de 50% concedida pelo governo Jaime Lerner (PFL), no período eleitoral de 1998, ''que foi considerado o maior estelionato eleitoral do Paraná''. Também incluíram os 11% de reajuste ocorrido este ano, que agravou a insatisfação dos caminhoneiros em relação à esse tributo.





