Pagamento de rescisões pode ser adiado
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sexta-feira, 15 de julho de 2011
Vinícius Zanin <br> Reportagem Local 
O pagamento das verbas rescisórias dos mais de 900 funcionários dos institutos Gálatas e Atlântico - organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips), que prestavam serviços de Saúde ao município - pode não acontecer no próximo dia 19, conforme o termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O diretor-financeiro da Secretaria Municipal de Sa© úde, João Carlos Barbosa Perez, afirmou que as divergências entre a Prefeitura e os institutos permanecem. ''Já foi feita a análise mas ainda faltam documentos e informações'', afirmou.
O TAC, firmado em 15 de junho entre a Prefeitura e as empresas, estabeleceu que o pagamento deveria ter ocorrido no último dia 5. Porém, divergências entre a Prefeitura e os institutos levaram à Procuradoria do Trabalho a prorrogar o prazo para o repasse das verbas trabalhistas, para o próximo dia 19. De acordo com o procurador do Trabalho em Londrina, Marcelo Adriano da Silva, ficou estabelecido que a Prefeitura teria até ontem para entregar o relatório sobre a auditoria feita acerca das informações remanescentes nos documentos entregues pelas entidades.
Segundo a assessoria de Silva - que está em Brasília -, ele já tomou ciência dos fatos e marcou uma audiência para esta segunda-feira com todos os envolvidos.
O advogado do Instituto Atlântico, Vinícius Borba, afirmou que a organização está cumprindo com o seu papel. ''O instituto forneceu todos os documentos a respeito do serviços e das pessoas que trabalharam. Efetivamente os serviços foram prestados e as pessoas precisam receber'', afirma.
O relatório da auditoria foi assinado pela Controladoria-Geral do Municipio. O controlador-geral, Hélcio dos Santos, não foi encontrado até o fechamento desta edição. A reportagem também tentou falar com o advogado que representa o Instituto Gálatas, André Cunha, mas ele também não foi localizado.


