Brasília e Curitiba - Delator do esquema de corrupção na Petrobras, o ex-diretor da petroleira Paulo Roberto Costa afirmou que "o fato de vários deputados e senadores terem recebido recursos e dele mesmo ter sido beneficiado é uma prova concreta de que o esquema era uma realidade". Conforme o ex-diretor, os repasses são a "prova da existência da verba de uso político e do repasse a parlamentares." As informações de Paulo Roberto no processo da Operação Lava Jato implicaram ao menos 28 políticos do PT, PMDB e PP e as próprias estruturas partidárias.
Essas siglas deram sustentação política para o delator comandar a diretoria de Abastecimento da Petrobras por quase oito anos, nos governos Lula e Dilma Rousseff, do PT. Em troca, segundo Costa, recebiam um porcentual sobre os contratos assinados na sua área. "Acerca da ingerência política na empresa, refere que em vista da sustentação política governamental alguns cargos junto a estatais, dentre elas a Petrobras, são liberados para a indicação pelos partidos que compõem a base aliada", afirmou, em depoimento no dia 15 de setembro do ano passado. O dinheiro da propina era distribuído para parlamentares e partidos.
No depoimento, ele não especificou se era para a eleição presidencial (a petista Dilma Rousseff foi eleita para seu primeiro mandato neste ano) ou estadual.

mockup