Pagamento a parlamentares está comprovado
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quinta-feira, 01 de setembro de 2005
Folhapress 
Brasília - Os relatores das CPIs dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), e do Mensalão, Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG), afirmaram que o pagamento a parlamentares está comprovado, mesmo que a periodicidade não esteja definida. Governistas têm dito que os saques não eram mensais, portanto o ''mensalão'' não existiria. ''O fato relevante, do qual não podemos nos afastar, é o recebimento de vantagens indevidas.''
O documento reforça as acusações feitas pelo deputado Roberto Jefferson, cuja cassação foi recomendada ontem à tarde pelo Conselho de Ética da Câmara. ''Abstraída qualquer consideração sobre sua figura política polêmica, não se pode negar que, semanticamente, suas palavras têm encontrado correspondência nos fatos'', diz o texto.
No relatório, Serraglio e Abi-Ackel afirmam que é ''fato inexcusável'' que o empresário Marcos Valério de Souza tomou empréstimos bancários milionários e os repassou ao PT. Serraglio disse que ''a ninguém convence'' a versão de que os empréstimos foram feitos ''apenas em nome da amizade'' entre Valério e Delúbio Soares.
O documento segue, agora, para o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), que deverá encaminhá-lo à Corregedoria da Câmara. Lá, o documento é analisado e devolvido para a mesa diretora da câmara, que o remete para o conselho de ética. Caso algum partido subscreva o relatório, como anunciou, por exemplo o PPS, o documento irá direto para o conselho. (Veja como funciona o trâmite da cassação)
Serraglio disse que esta é uma grande oportunidade de o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, encaminhar os processos. ''Se ele não o fizer, será atropelado pelos partidos políticos'', disse a jornalistas antes da sessão. (Com Agência Brasil)


