Arquivo FolhaIdentidade própriaPaes de Andrade: ‘A base do partido não admite que ele seja caudatário do governo’’O presidente do PMDB, Paes de Andrade (PMDB-CE), disse ontem no Rio ‘‘que o presidente pode ficar tranquilo porque o PMDB terá candidato próprio’’. Em Uruguaiana (RS), o presidente Fernando Henrique Cardoso disse que o partido precisa se definir quanto à eleição. Paes de Andrade anunciou que convocará uma convenção extraordinária, após conversar com os senadores José Sarney (PMDB-AP), Roberto Requião (PMDB-PR), o ex-presidente Itamar Franco e os presidentes regionais do partido.
‘‘Não posso convocar a convenção à revelia dos postulantes à Presidência da República e dos presidentes regionais’’, justificou. Segundo ele, pelas consultas que vem fazendo às bases, o partido optará por uma candidatura própria. O presidente do PMDB disse esperar que, tomada tal decisão na convenção, os ministros da Justiça, Íris Rezende, e dos Transportes, Eliseu Padilha, peçam demissão, ‘‘sem que o partido precise pedir isso a eles’’.
Para Paes de Andrade, ‘‘os dois ministros têm espírito público, são homens com passado político e sentimento partidário’’. Ele reiterou que a indicação dos nomes de Rezende e Padilha não foi feita pelo PMDB. ‘‘Devolvemos, publicamente, as indicações’’, afirmou. Segundo o presidente do PMDB, ‘‘a base do partido não admite que ele seja caudatário do governo nem uma sublegenda, porque o PMDB é o maior partido do Brasil’’.

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