Paes exonera Lupi de cargo no RJ
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Sergio Torres <br> Agência Estado <br> 
Rio - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), exonerou o ex-ministro do Trabalho Carlos Lupi do cargo de assessor especial da Prefeitura do Rio em Brasília. A nomeação havia sido publicada na última sexta-feira no Diário Oficial do município. O ex-ministro do governo Dilma Rousseff durou dois dias na função.
Como a nomeação ocorreu às vésperas do Carnaval, Lupi, certamente, não teve tempo de fazer alguma coisa. A exoneração foi anunciada pelo prefeito no Sambódromo, na noite de domingo. Ele receberia salário de R$ 8,5 mil.
De acordo com nota oficial divulgada pela assessoria de imprensa da prefeitura, a exoneração foi decidida de comum acordo. Depois que conversaram, Paes e Lupi entenderam ''por bem não ser adequado que ele (o ex-ministro pedetista) assuma as funções de assessor no gabinete do prefeito''.
O teor do comunicado contrasta com o tom entusiasmado de Lupi, ao falar na sexta-feira sobre a nomeação. ''Ele (Eduardo Paes) quer que eu faça um trabalho pelos interesses do Rio, possíveis emendas, projetos. Fazer a ponte com Brasília. Como fui ministro e tenho boa relação com todo mundo, vou fazer esse meio de campo'', dissera ele na ocasião.
De volta este ano à presidência nacional do PDT, que integra a base aliada do governo municipal, Lupi é funcionário concursado da Prefeitura do Rio, onde ingressou em 1985.
Ele deixou o Ministério do Trabalho no início de dezembro do ano passado. Estava no cargo desde 2007, nomeado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em sua gestão, a pasta teria se envolvido em negociações suspeitas com organizações não governamentais (ONGs) com quem firmara contratos. Além disso, ele acumulou dois cargos públicos irregularmente por cinco anos, o que é vedado pela Constituição.
O ex-ministro enfrenta ainda resistências no partido. Um grupo de pedetistas se opõe à volta de Lupi ao comando nacional, por entender que as suspeitas em torno de sua administração no Ministério do Trabalho mancham a imagem do PDT. Com apoio da maioria dos membros da executiva, Lupi voltou à presidência.


