Padre Roque quer Samek vice da chapa do PMDB
Padre Roque quer Samek
vice da chapa do PMDB
O deputado federal Roque Zimmermann (PT), o padre Roque, defendeu ontem o nome do vereador petista Jorge Samek como candidato a vice-governador na possível aliança que o PT deve selar com os peemedebistas no Estado. O nome do Samek encontra uma boa receptividade em todas as regiões, defendeu padre Roque. Para ele, Samek é o jogador mais preparado para a política de aliança com o senador Roberto Requião.
Padre Roque argumentou que Samek tem o perfil mais flexível. Ao contrário de outros representantes do partido como eu, o Vanhoni (Ângelo), o Tonelli (Pedro), o Cheida (Luiz Eduardo), o Nedson (Micheleti), justificou. Somos mais duros de cintura, ironizou. Ele até brincou com o tempo em que cada um duraria na aliança. Eu, um mês. O Tonelli uns 45 dias, o Cheida, dois meses.
O deputado argumenta ainda que Samek já manteve um relacionamento mais próximo de Requião pois foi secretário dele durante sua administração como prefeito de Curitiba. Samek exerceu o cargo de secretário de abastecimento da Prefeitura de Curitiba de 1985 a 1988. Ele era filiado ao PMDB, mas deixou a sigla em 1989, quando filiou-se ao PT.
A assessoria de Samek informou que ele não está pleiteando a vaga e que defende a análise, pelo partido, de nomes como o do ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida, do ex-deputado federal Pedro Tonelli e do deputado federal Nedson Micheleti.
Padres-candidatos O deputado federal Padre Roque comentou ontem as declarações do arcebispo de Curitiba, dom Pedro Fedalto, de que a decisão se os padres sairão ou não candidatos deverá ser analisada com os bispos da região de atuação dos párocos. O deputado disse ter conversado em sua comunidade, em Ponta Grossa, e teve o apoio para lançar-se candidato à reeleição.
Recentemente, a Igreja Católica reviu a entrada dos padres na política. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) lembrou que desde o Concílio Vaticano II, realizado entre 1963 e 1965, a Igreja tem documentos de conferências episcopais reafirmando a posição de não misturar política partidária com o clero. (P.Z)





