Curitiba - O PT decide amanhã se rompe a aliança estadual com o PMDB firmada em 2002, quando Roberto Requião (PMDB) se elegeu governador. Uma ala significativa do partido encabeçada pelo presidente estadual da sigla, André Vargas, defende o rompimento com o governo. A saída seria uma resposta à deliberação do PMDB estadual, que votou pelo afastamento do partido da base do governo Lula.
A convenção do partido decidirá também sobre o futuro do secretário estadual do Emprego, Trabalho e Promoção Social, Padre Roque Zimmermann. Caso os filiados do partido decidam romper com o governo Requião, é provável que os petistas que ocupam cargos na administração sejam forçados a deixá-los.
O secretário é contra o rompimento entre PT e PMDB, alegando que a parceria entre as duas siglas é cada vez mais proveitosa para o PT. ''Parece que estão seguindo a filosofia do bandido que arrisca a vida para roubar um banco mas resolve se suicidar na divisão do butim'', comentou.
Analogias infelizes à parte, Padre Roque deixa claro que a fidelidade a Requião falará mais alto em um eventual ultimato. ''Não fui indicado pelo PT, e inclusive membros da cúpula atual trabalharam contra meu nome. Quem me escolheu foi o próprio Requião, e só saio por ordem dele. Se houver um ultimato, deixo o PT'', declarou o secretário. Com a saída de Daniel Godoy do cargo de assessor especial para assuntos do governo, Padre Roque é o único petista atualmente a integrar o primeiro escalão do governo estadual.
Outro que pode ser forçado a abandonar a função que ocupa em um eventual cisma entre PT e PMDB é o deputado estadual Natálio Stica, que atualmente é o líder do governo na Assembléia. Vários membros da bancada do PT defendam que o cargo seja entregue para um peemedebista para evitar constrangimentos como o que Stica teve que enfrentar nos últimos dias, como a orientação para a bancada do governo votar contra o projeto de um petista vetado pelo governador.

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