Mesmo com o pedido de abertura de CP contra o prefeito Barbosa Neto, a polêmica maior girou em torno do fato de o vereador José Roque Neto (PR) - o Padre Roque - membro da CEI, manifestar-se contra o relatório final. Na segunda-feira, Padre Roque já não havia participado da reunião na qual o relatório final foi apresentado. O relatório foi assinado apenas pela presidente da CEI, Lenir de Assis (PT), e pela relatora, Sandra Graça (PP). Ontem, o vereador justificou que está seguindo um posicionamento de seu atual partido, o Partido da República (PR), ao qual se filiou no início deste mês.
O vereador apresentou voto contrário ao relatório final. Ele considera não entender ''necessária'' a abertura de uma CP contra o prefeito. Para ele, as irregularidades teriam sido cometidas pela procuradoria do município, ''nas elaborações e assinaturas dos pareceres''.
A partir do voto do Padre Roque, seguiu-se um impasse técnico. A relatora, Sandra Graça, considerou intempestiva a manifestação do vereador, já que o prazo se encerrou na segunda-feira. Além disso, a vereadora entendeu que o vereador teria antecipado o conteúdo do relatório ao seu partido e, dessa forma, teria incorrido em ''irregularidade ética''. O vereador se defendeu alegando que em nenhum momento divulgou o conteúdo, e que apenas ''discutiu possibilidades'' com a sigla.
O procurador jurídico da Câmara, Miguel Garcia, afirmou que a manifestação do vereador será encaminhada à Mesa Executiva, para apreciação. Somente após essa decisão é que o relatório da CEI deve ser encaminhado para votação em plenário. (V.Z.)

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