O prefeito de Mariluz (35 quilômetros a sudoeste de Umuarama), o padre licenciado Adelino Gonçalves, está preso há três semanas no Batalhão de Polícia de Guarda dos Presídios, em Curitiba.
Procurado pela reportagem, o advogado de Gonçalves, Cláudio Dalledone Júnior, não quis adiantar quais são as estratégias de defesa, mas prometeu ‘‘novidades’’ para a próxima semana.
No dia 29 de março, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ) negou, por unanimidade, atendimento a requerimento solicitando a revogação da prisão preventiva do padre-prefeito, pedida pela Procuradoria-Geral de Justiça.
Gonçalves é acusado de ser o mandante de um duplo homicídio: o assassinato de seu vice-prefeito, Aires Domingues (PPS), e do presidente do diretório do PPS em Mariluz, Carlos Alberto de Carvalho, mortos a tiros no dia 28 de fevereiro em Mariluz. Gonçalves nega ser o mandante do crime. ‘‘Qual seria meu interesse em perder dois aliados?’’, perguntou o padre licenciado, na prisão. Na quinta-feira, os repórteres tentaram fotografá-lo na prisão, mas não foram autorizados a se aproximar.
A Constituição garante foro privilegiado aos prefeitos, por isso o caso de Gonçalves está nas mãos do TJ.

mockup