São Paulo - O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexadre Padilha, afirmou ontem que irá "interpelar judicialmente qualquer pessoa" que utilizou seu nome "em vão" ao falar do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal.
"Diante das notícias envolvendo de forma incorreta o meu nome, vou constituir advogado e fazer uma solicitação formal à Polícia Federal para ter acesso a todos os detalhes do relatório em que terceiros citam o meu nome. Vou interpelar judicialmente qualquer pessoa que usou meu nome em vão", disse o petista. "Se Vargas usou meu nome em vão, vou interpelá-lo judicialmente", acrescentou.
Um relatório da PF sugere que Padilha, quando foi o ministro da Saúde, indicou um ex-assessor para dirigir o laboratório farmacêutico Labogen, controlado pelo doleiro Alberto Youssef.
Padilha negou que tenha indicado Marcus Cezar Ferreira de Moura ao laboratório. Também negou que haja qualquer contrato do Labogen com o Ministério da Saúde firmado durante a sua gestão.
"Estou indignado e repudio qualquer envolvimento do meu nome com irregularidades. Mente quem estabelece qualquer envolvimento meu com o doleiro", declarou o pré-candidato em coletiva de imprensa.
O ex-ministro afirmou, porém, que conhece Marcus mas que não o indicou para nenhum cargo público ou privado. "Marcus trabalhava na assessoria de comunicação do ministério e foi indicado por funcionários", afirmou. O petista explicou que Marcus trabalhou na pasta "apenas por três meses", até agosto de 2011. O estudo da parceria entre o Labogen e a Saúde data de 2013.
Padilha disse que o deputado André Vargas o procurou "mais de uma vez" para falar sobre o Labogen. Segundo o ex-ministro, o deputado queria "apresentar o laboratório" como interessado para firmar parcerias com a pasta.
"Vargas tratou comigo sim sobre esse laboratório, mais de uma vez, e eu cumpri a minha obrigação de ministro, de receber a proposta e encaminhá-la formalmente para a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde. Se qualquer pessoa imaginou que estabeleceria um contrato com o Ministério da Saúde sem passar pelos filtros que estabeleci, bateu na porta errada."

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