O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, prorrogou ontem por mais 15 dias o trabalho de cinco sindicâncias que investigam denúncias de irregularidades cometidas pela diretoria do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER).
Em dezembro, o ministro havia determinado a redução do prazo da sindicância de 30 para 15 dias, prorrogáveis por igual período. O Ministério dos Transportes terá a conclusão sobre as denúncias no dia 22. Ao todo, o ministro Padilha determinou a abertura de seis sindicâncias no órgão.
Apenas a sindicância que investiga o pagamento R$ 4 milhões para o tratamento dentário de 300 funcionários à empresa Dent-Clim será concluída em 2 de fevereiro. Ela foi prorrogada no fim de dezembro e não teve o prazo reduzido. Uma das sindicâncias investiga conjuntamente o uso de um jato particular da empreiteira Mendes Júnior pelo diretor-geral do DNER, Maurício Borges, e o de um helicóptero de uma empresa de ônibus por outro diretor.
Outra investigação é sobre a exigência, por parte de um diretor do DNER, de um intermediário para que a IBM recebesse uma dívida de R$ 12 milhões com o órgão. Também está sendo investigado o contrato de R$ 70 mil mensais para que a Noronha Engenharia fiscalize a Ponte Rio-Niterói.
O Ministério também investiga denúncia de que o DNER teria assinado contrato, sem licitação, com a empresa OAM, para fornecimento de equipamentos de medição de tráfego. A última sindicância avalia se o órgão fez um adiantamento do pagamento para a empresa CIM, que ainda não havia iniciado qualquer serviço ao DNER.

mockup